Cristãos católicos e evangélicos aceitam a Bíblia como a essência da revelação de Deus. Porém sendo a bíblia uma coleção de livros, houve discordância no processo de decidir quais os livros que fariam parte ou não da bíblia como a conhecemos hoje, e o resultado são versões bíblicas com diferentes números de livros.

A bíblia evangélica tomou por base a bíblia Hebraica que contém somente trinta e nove livros do Antigo Testamento e não contempla os sete livros que não constam na Bíblia hebraica original, porque passaram a ser considerados como inspirados por Deus bem mais tarde, na primeira tradução da Bíblia hebraica para o grego, atendendo às necessidades dos judeus da Diáspora. Esses livros são chamados deuterocanônicos, o que significa que foram aceitos como inspirados bem mais tarde, ou seja, em segundo lugar. Em todo esse processo, muita coisa foi deixada de fora. O texto massorético (texto hebraico que tornou-se a base das traduções do AT) da Bíblia hebraica, por exemplo, deixou de fora muitos textos incluídos na versão da Septuaginta.

Recentemente foi lançada a Bíblia Hebraica Stuttgartensia que teve como base o Códice Leningrado, mais antigo documento massorético que contém a totalidade do texto da Bíblia Hebraica.

por: Sandra Maruri de Moura